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A gravata de Villon

Modelo: Attila F. Balázs

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Sobre o Livro
Quem quer que leia pela primeira vez os poemas de A gravata de Villon é normal que seja de imediato surpreendido. É difícil crer que uma poesia que se apresenta com tanta fluidez tenha sido escrita originalmente noutro idioma que não fosse o português que conhecemos e utilizamos no Brasil. Pois Attila Balázs, o poeta em questão, escreveu esses versos primeiro no idioma húngaro e dali suas traduções vêm se difundindo. No Brasil, quem tomou para si a tarefa de aumentar ainda mais essa aproximação foi o tradutor e também poeta José Eduardo Degrazia, que agora entrega o livro do poeta ao público brasileiro.
Como quem trava conhecimento com um poeta pela primeira vez sem qualquer mediação que não a sua própria obra, salta aos olhos a facilidade imensa de Attila em unir uma visão da inteligência e sensibilidade do poeta ao aspecto mais coloquial e urbano da linguagem. Attila é um poeta que se volta para o mundo externo e seus problemas com um olhar e expressão educados pela e para a poesia. Sabe-se a razão: como autor de mais de uma dezena de coleções de poesia e tradutor de outras dezenas de livros, o poeta tem uma longa e prolífica relação com a poesia, tendo sido premiado desde a publicação de seu primeiro livro, Maszkok (Máscaras), com o Madách Prize em 1992.
É daí que o mundo que Attila nos apresenta tenha tanta nitidez e paisagens tão vivas, mérito sem dúvida de sua dicção límpida e intenção fluente. De outra forma, se a leitura dos poemas A gravata de Villon pode exigir um pouco mais dos leitores dos pontos de vista conceitual e estético, estas são razões mais que suficientes para que se dedique ao livro uma leitura cuidadosa. O verso livre, que em tese facilita a leitura, no caso de Attila e seus poemas longos, convida muito mais à reflexão do que ao exame fugaz, mas não demora muito para que se perceba que a reflexão poética de Attila nos é familiar especialmente porque sua linguagem nos compartilha um mundo remoto como o dos Balcãs, de modo que possamos tomá-lo também como nosso. Essa é a possibilidade que se abre por meio de uma poesia muito comunicativa e contemporânea.
Não se esqueça por fim que o trabalho de tradução é sempre, em primeiro lugar, o de leitor. E tratando-se de um leitor experiente em poesia, tanto mais facilitada a tarefa de reconhecimento e aproximação necessária. Em A gravata de Villon, essa dificuldade é dissolvida de pronto pela familiaridade que a tradução de José Eduardo Degrazia empresta aos poemas deste livro tão convincente a ponto de que por vezes se chegue a pensar que tenham sido escritos não na distante Hungria, mas ainda mais próximo a nós, brasileiros. Maior demonstração de que esta é uma empreitada que deu certo eu não conheço.
Lucio Carvalho
Sobre o Autor Sobre a Editora Características

Attila Balázs nasceu na Transilvânia) em 15 de janeiro de 1954. Fez seus estudos no Instituto de Teologia Católica em Alba Iulia. Graduou-se em Biblioteconomia e tradução literária em Bucareste. Ele trabalhou como bibliotecário no Condado de Harghita Biblioteca em Miercurea Ciuc até 1989. Em 1990, mudou-se para a Eslováquia. Entre 1990 e 1992 foi editor do Szabad Újsag (Bratislava), colaborou com o Új Szó e era o gerente da Madách Publishing House em Bratislava. Em 1994, fundou a Editora AB-ART, da qual é diretor até agora. É membro da Associação de Escritores Húngaros; da Academia Europeia de Ciências, Artes e Letras, Paris. É autor de mais de doze de livros de poesia e prosa, e é tradutor de cinquenta livros de poesia e ficção. Attila F. Balázs recebeu inúmeros prêmios em reconhecimento ao seu trabalho literário: Prêmio Opera Omnia Arghezi (Târgu Jiu, Romênia 2014; Prêmio Dardanica, Bruxelas-Prishtina; Prêmio Lucian Blaga (Romênia, 2011); Prêmio Lilla (Hévíz, 2011); Prêmio EASAL, Paris, 2020; Prêmio Madách (Eslováquia, 1992); World English Writer’s Índia, 2019; Prêmio Lukijan Mušicki, Belgrado, Sérvia, 2019; Prêmio internacional Dardanica, Bruxelas / Prishtina, 2019; Prêmio Internacional Camaiore, Itália, 2021; Prêmio Forbáth, Eslováquia, 2021, No dia 10 de outubro de 2018, o Conselho de Curadores da Academia Mundial de Artes e Cultura confere a F. Attila Balázs o Grau Honorário de Doutor em Letras. (Emitido no XXXVIII Congresso Mundial de Poetas em Suiyang, China). Suas obras foram traduzidas em 20 idiomas. Poeta convidado, participa regularmente de diversos festivais literários em todo o mundo (Nicarágua, Colômbia, Venezuela, Canadá, Turquia, Peru, Equador, Marrocos, Macedônia, China, Vietnã, Tcheca República, Eslováquia, Áustria, Azerbaijão, Moldávia, Romênia, Sérvia, Montenegro, Quênia, Espanha, Itália.

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