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O Menino Nu

Modelo: E. P. Cavalcante

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Sobre o Livro

O Menino Nu não é apenas mais um conto de E. P. Cavalcante. É a vida do próprio autor, narrada nas páginas a seguir. Cavalcante, com maestria, escreve sobre a sua infância, sua forma de viver e imaginar o mundo. Conta sobre o seu desejo de ser índio. Apresenta sua família que lhe impunha uma educação rígida e sob muita vigilância. Ninguém pode imaginar, sem ler esta obra, o que viveu e pelo que passou Cavalcante, até chegar os dias atuais. Esta obra é mais que um conto, é a biografia do autor narrada com muita emoção, aventura.

Sobre o Autor Características

Eunício Precílio Cavalcante nasceu em 15 de dezembro de 1932, em Belém de Caiçara. Um pequeno povoado, hoje cidade do estado da Paraíba. Trabalhava nas terras arredadas ou aforadas em troca da meia ou terça parte da produção. Alfabetizado aos oito anos, em casa, pela mãe, com a supervisão da minha avó materna, dona Maria do Rosário. Em pouco tempo tornou-se leitor obsessivo. Lia tudo o que caísse nas mãos. Porém dois tipos de leitura, em especial, marcaram e aguçaram a sua vontade de viajar nas azas da aventura e da ficção, a literatura de cordel e a revista Em Guarda em Defesa da América. Aos 13 anos estava quebrando pedras no garimpo de scheelita da Quixaba, no município de Santa Luzia do Sabugi, sertão paraibano, trabalhando no pesado, como um homem e recebendo salário miserável. Conheceu as agruras da vida do retirante como a família retratada em “Vidas Secas”, por Graciliano Ramos. Aos 16 anos ingressou na Marinha de Guerra, candidato a aprendiz de marinheiro, tornando-se fuzileiro naval aos 17 anos.
Continuou lendo muito, mas logo avisaram: “Olha, isto aqui, a Marinha, não é um bom lugar para pessoas dadas à leitura!” , em tom de advertência. Descobriu, naquele momento, que o militar de carreira não tem vida privada. É sempre vigiado, e não pode ter opinião própria, independente, sobre política, vida social, entre outras. Esta advertência lhe abriu os olhos para mais uma verdade: o livro é a coisa mais subversiva que o homem criou!

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