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Trípoli

Ref: 700120000236
Modelo: Rafaela Fischer

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Sobre o Livro

"Apresentação de Rafaela Fischer Eduardo Jablonski O texto inicial de Rafaela Fischer aborda Trípoli, na Líbia, mas com um jeito misturando a agilidade de uma prosa dinâmica e um tanto Clarice Lispector. Será que daria para vislumbrar a maior escritora brasileira em rápidos movimentos? Foi uma sensação. Depois, ingressa na poesia, e a ucraniana/pernambucana não era de poemas. E nem tudo precisa ser igual, o talento já basta. Poesia é imagem, segundo ?Guilhermino, o Cesar?, um dos grandes da literatura sulista, embora mineiro. E Rafaela Fischer começa a sua poesia arrasando: ?Minha pele / comove-se com o que vira turbulência?. O primeiro trabalho é denso e se poderia escrever um livro completo de crítica literária sobre ele, apenas ele. Faz referência a Fernando Pessoa, sem mencioná-lo, e a Rilke, dois gigantes da poesia mundial. E segue desfilando imagens com maestria, uma veterana do verso. O tema é o relacionamento amoroso e/ou sexual, assunto de todas as poetas do Brasil, Hilda Hilst, Martha Medeiros, Gilka Machado, Adélia Prado (embora esta aqui também seja religiosa) e até Vanessa Silla, Laís Chaffe, Maria Ottilia Rodrigues, Michelle Buss, Cecília Kemel. Evidente que elas também escrevem sobre outros motes. Ainda abordando ?Quebra-cabeças?, o eu lírico usa o recurso melódico da assonância (?pele em febre?) que amplia o significado por meio da imagem. Fica lindo e sensual ao mesmo tempo. Não é correto um crítico literário usar de elogios ou adjetivos. Deveria apenas registrar as ferramentas estilísticas da autora, o que pregaria Armindo Trevisan, mas é complicado escrever sobre Rafaela Fischer e não se deslumbrar com a palavra. Em ?Trote?, o eu inventivo parece falar de animais, um cavalo, quem sabe, porém sai com esta: ?Se as flores fossem domáveis / Eu seria o jóquei?, em possível referência à mulher indomável. Como dizia Hans-Georg Gadamer, não interessa muito o que o autor quis dizer, mas sim o que o leitor captou. E essa imagem transmite a impressão de que as moças são imparáveis, o que talvez esteja correto. Julio Cortázar sempre dizia que a literatura deve surpreender. Percebam esta imagem do poema ?Saltos?: ?Viver é dar saltos por entre espantos?, bela, nova e simples ao mesmo tempo. Ezra Pound não dizia ?make it new, make it simple?? Parece que as imagens falam do eu poético: ?Tenho vazios me procurando?. Aqui é como se ela tivesse fome por conhecer, por se desenvolver, por adquirir novas experiências. É uma poesia viva e deslumbrante. Poderia ganhar os melhores prêmios do estado, o Açorianos ou quem sabe o Prêmio da Academia Rio-Grandense de Letras. Espantem-se com Rafaela Fischer, é um achado poético."

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