Shiki, inventor do haicai moderno

Shiki, inventor do haicai moderno

Refêrencia: 700120000095 Editora: Bestiário Autor: Andrei Cunha e Roberto Schmitt-Prym


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No Brasil, o haicai é, ao mesmo tempo, um elemento da nossa modernidade e venerado como a mais tradicional expressão da poética japonesa. Se hoje se escreve haicai nas mais diversas línguas, se o gênero sobrevive com força em inúmeras culturas, isso se deve em grande parte ao esforço de um poeta japonês: Masaoka Shiki (1867?1902). O presente livro busca apresentar ao leitor brasileiro esse poeta e crítico de haicai, responsável pela reinvenção da forma poética para o século XX ? período no qual o haicai deixou de ser uma prática isolada da literatura japonesa e passou a ser um artefato estético presente nas mais diferentes culturas do mundo. Ao rejeitar os fazeres tradicionais das escolas de haicai de sua época, Shiki transformou o pequeno poema de três versos de 5-7-5 sílabas em uma espécie de sketch pictórico da vida real, ou ainda em um registro (pretensamente ?sem ornamentos?) do instante, à maneira da fotografia. Devido a seu caráter (aparentemente) simplista, tanto a fotografia como o haiku de Shiki parecem convidar o desprezo do crítico desavisado que atribui uma falta de elaboração, uma ausência de artifício, ao fazer do haicaísta ou ao clique do fotógrafo. Ora, a argumentação em favor do haicai observado do cotidiano é praticamente a mesma que se apresenta em defesa da fotografia: a arte está no efeito de destaque que o retrato confere à coisa retratada. O ato de selecionar algo para o tópico do poema (ou para o objeto da lente) torna a coisa mais nua, mais expressiva, mais abstrata do que se observada em seu contexto; e essa descontextualização, esse gesto tão moderno de retirada do objeto do lugar onde se encontrava, para expô-lo enquadrado em uma moldura, ou feito linguagem no parco limite de uma métrica curta, confere novos significados, surpresas e associações às mais humildes realidades.

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  • Capa: Capa Comum
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  • Tipo de Produto: Livro
  • Data de Publicação: 2020-01-01T00:00:00

ANDREI CUNHA nasceu em 1973 em Pelotas (RS), filho de um casal de professores de literatura. Morou sete anos em Tóquio, onde fez graduação em Direito e mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Hitotsubashi. De volta ao Brasil, defendeu tese  de Doutorado em Literatura Comparada na UFRGS sobre a obra de Sei Shônagon. Tem traduções publicadas de Ogawa Yôko, Nagai Kafû, Inoue Yasushi, Tawada Yôkoe Tanizaki Jun’ichirô e atua como professor de Língua, Cultura e Literatura Japonesa na UFRGS desde 2010. Em 2019, lançou uma edição comentada de Cem poemas de cem poetas (Ogura hyakuninisshu) pela Bestiário/Class.

ROBERTO SCHMITT-PRYM nasceu em 1956, em Panambi, RS. Foi destaque no Prêmio Apesul Revelação Literária 1979 e no Prêmio Habitasul Correio do Povo Revelação Literária 1981. Estudou com Charles Kiefer e com Luiz Antonio de Assis Brasil. Participou das antologias Contos de oficina 35, brevissimos!, e 101 que contam. Publicou a tradução da obra Giacomo Joyce, de James Joyce; Todos os haicais, de Ryokan Taigu, e é autor de Contos vertiginosos (2012), sombra silêncio (2018) e lugar algum (2020), entre outros. Sobre a sua obra foi publicado, por Eduardo Jablonski, o livro O belo na obra de Roberto Schmitt-Prym (2020). Como fotógrafo, realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1990. Desde então, realizou mais de vinte exposições individuais em museus e instituições no Brasil e no exterior, exposições coletivas, e recebeu uma dezena de prêmios em diversos países. Entre outras atuações, destacam-se os cargos de diretor da Associação Rio-grandense de Artes Plásticas Chico Lisboa, diretor da Bienal do Mercosul, conselheiro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e diretor do Museu Julio de Castilhos.

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