Arquivo de dispositivos invisíveis

Arquivo de dispositivos invisíveis

Refêrencia: 700120000024 Editora: Bestiário Autor: Kim Amaral


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Sensível, exigentíssimo, arquitetônico. Um jogo ? meio jogral, meio quebra-cabeça, meio ready-made ? hipermodernista de encaixes, dúvidas e dissoluções, sim? Reparei nitidamente que foi trabalhoso escrevê-lo, inscrevê-lo, vê-lo. Palavra por palavra, silêncio por silê. Claro que me deu vontade de buscar outros sentidos aí, e mais e menos, mas não vou fazer, não que eu prefira não fazer, mas mais por me sentir incapaz mesmo! E reparo também e por isso que perdi muito na leitura, na primeira, menos na segunda, mas creio que isso faça parte do horizonte que tu preparaste para o livro se por. Sobretudo em relação a algumas palavras duplas (quebras, ambiguidades, efeitos colaterais, etc.) que não sei se peguei o segundo sentido, pra dizer o mínimo. Não sei se isso é um problema, porém n?alguns casos, eu seguraria a mão. Sei também que a coisa não é binária, e a informatização do mundo surge no livro enquanto uma crítica. Quero dizer: não temos mais mão pra segurar a mão. Mas pro tipo de leitor que gosto de ser, não me atrapalha. Gostei das letras caindo. Particularmente, gosto das quedas, dessas estéticas do abismo, ou do tropeço na rua. Não me parecem quedas livres, porque soam bastante projetadas, estudadas, não esperaria nada diferente vindo de ti, ao menos na tua relação com as letras. São versos com determinados dispositivos dentro, realmente. Positivos visíveis, umas bombitas relógio. Não sei mais o que vejo, e creio que essa seja uma excelente saída para um grande livro. Tudo embaçar tudo, algo assim. No sentido de como saímos de um livro. Saio vendo menos. Tem algo de menor aí. Poderia ser um ofício de engenheiro, como os concretistas, de design, como a poesia que só se afeta e não afeta, muito comum hoje em dia, mas teu livro é mais arquitetônico mesmo, a meu ver, porque tem um trabalho estético, poético, atlético, primoroso, não perdendo de ?vista? o ?conteúdo?, as formas de conteúdo, ou seja, ser profundo e falar sério, pra ser grosso e direto. A arquitetura é o esforço humano pra fazer entrar luz nos ambientes ? gosto da simplicidade dessa definição.

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  • Autor: livro.vc
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  • Capa: Capa Comum
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  • Tipo de Produto: livro
  • Data de Publicação: 2021-01-16T00:00:00

Nora Prado é atriz, cronista e poeta gaúcha. Sócia fundadora da Cia. Megamini produz ao lado de Gabriel Guimard, diretor, mímico e ator, espetáculos infanto juvenis. É professora de interpretação para Teatro, Cinema e Vídeo. Publicou seu livro de poesias A Espessura da Vida em 2017 com apresentação de Nayr Tesser e ilustrações da artista visual Zoravia Bettiol. Formada em Artes Cênicas pela UFRGS atuou com o Grupo TEAR, de Maria Helena Lopes, por 8 anos em montagens memoráveis. Morou em São Paulo por 25 anos trabalhado em produções de renomados diretores como: Gerald Thomas, Osvaldo Gabrieli, Francisco Medeiros, Regina Galdino, Fátima Toledo, Hugo Possolo e Luiz André Cherubini. Em cinema participou de vários filmes como atriz e, como coaching, fez a preparação de elenco para: Central do Brasil, O Cerro do Jarau, Dias e Noites e Kumori.   

 

 

 

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